COMO EVITAR A DESNUTRIÇÃO HOSPITALAR?

Hospitalar e alta hospitalar
Data de publicação: 27/11/2016
COMO EVITAR A DESNUTRIÇÃO HOSPITALAR?

O paciente desnutrido tem maior risco de infecções, de apresentar complicações pós-operatórias e de ficar mais tempo no hospital.

O que é desnutrição?

A desnutrição acontece porque o paciente não está se alimentando bem e assim não consegue suprir todas suas necessidades nutricionais. Dessa forma ele perde peso, fica sem apetite, além de ter sua evolução clínica prejudicada. Este paciente desnutrido tem maior risco de infecções, de apresentar complicações pós-operatórias e de ficar mais tempo no hospital. 

O nutricionista identifica estes pacientes que apresentam risco nutricional ou já estão desnutridos através de perguntas simples (triagem nutricional) ou exames (avaliação nutricional).  É importante também observar o consumo alimentar do paciente internado. Se ele está comendo apenas a metade ou menos das refeições servidas, é necessário intervir do ponto de vista nutricional.


Como resolver esse problema?

A primeira opção para corrigir a desnutrição consiste em adequar a alimentação e acrescentar a Suplementação Oral, que será oferecida ao paciente juntamente com as refeições. Os suplementos nutricionais orais contêm todos os nutrientes necessários de forma concentrada, permitindo que o paciente ganhe peso, recobre o apetite e se recupere melhor. 

Para os pacientes que não conseguem se alimentar ou aceitar o suplemento nutricional oral é necessário usar a Nutrição Enteral. Neste caso, utiliza-se uma sonda ou cateter fino e confortável, que é introduzida pela equipe médica no nariz do paciente, tendo sua porção final localizada no estômago ou intestino. Assim, a dieta enteral líquida é administrada por esta sonda, chegando diretamente no sistema digestório do paciente. A dieta enteral contém todos os nutrientes que o paciente necessita, favorecendo sua recuperação geral. 

A suplementação oral e a nutrição enteral são mais fisiológicas, pois são recursos que utilizam o sistema digestório e comprovadamente favorecem a recuperação do paciente. 


Bibliografia consultada:
Duchini L et al. Avaliação e monitoramento do estado nutricional de pacientes hospitalizados: uma proposta apoiada na opinião da comunidade científica. Rev. Nutr, 2010; 23(4):513-522
Raslan M et al. Aplicabilidade dos métodos de triagem nutricional no paciente hospitalizado. Rev. Nutr., 2008; 21(5):553-561
Isidro MF et al. Adequação calórico-proteica da terapia nutricional enteral em pacientes cirúrgicos. Rev Assoc Med Bras, 2012; 58(5):580-586
Silva MC et al. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 3a ed. São Paulo: editora Atheneu; 2000.